quarta-feira, 22 de junho de 2011

O DESABAFO DO SER NO MUNDO DO TER!

            O que vou falar agora pode parecer contra dizer meu texto anterior. Mas por que? Porque " A felicidade sem preço" parece utopia e conforme o momento é. Há momentos que não temos nem dez reais na carteira, e fica impossível pegar um ônibus e se locomover até muitos pontos lindos que existem aqui na nossa ilha. A não ser que você more em algum destes paraísos. Mas pode ter momentos que você queira assistir uma peça no teatro ou ir ao cinema, e nestes lugares nem sempre há um cinema. Então você vai precisar ir ao centro da cidade. Ou você pode optar por alugar um DVD e vai precisar de no mínimo uns tres reais. Muitos podem questionar: Quem não tem tres reias no bolso? Muita gente! Eu mesmo em algumas situações tive vontade de comprar uma pipoca quentinha na rua, mas só tinha a passagem do ônibus pra voltar pra casa. Veja que já cheguei nesta situação. Claro, não é de espantar-se, sou professora, pós-graduada, efetiva vinte horas na rede pública do estado de Santa Catarina, Brasil. Além disso parte do meu salário está sendo aplicando para pagar meu mestrado, fora do país, já que aqui não recebo incentivo para estudar. Além disso tenho uma filha para sustentar.
          Meus pais me educaram para ter minha independencia, pra ter uma vida digna, para não passar as necessidades que eles um dia passaram na infância. Minha mãe professora de Língua Portuguesa, meu pai técnico agrícola de uma empresa que hoje chama-se EPAGRI. Nada me faltou na infância, não éramos ricos, mas tinhamos uma vida confortável, sem esbanjar. Imagino que se meu pai, de algum lugar em outro plano me observa, deve orgulhar-se de mim, por levantar a bandeira pelos valores que ele me passou e que acredito, mas ao mesmo tempo ele deve entristecer-se por ver a situação à qual eu e muitas pessoas dessa sociedade que levantam essa bandeira temos que nos sujeitar. 
         Mil reais um dia era um bom dinheiro, hoje o que aconteceu? A moeda perdeu o valor, os impostos aumentam dia a dia, em troca disso a educação pública está um caos, a sáude está morrendo, a segurança pública está perdendo o controle da situação e os valores éticos e morais, tem gente que nem sabe mais o que é isso. Valor na nossa sociedade hoje, é o seguinte: você pode ser um professor, um doutor, um sábio, um cientísta, um ótimo pai de família, um cidadão de bem, não importa,  o que vale é quanto você tem na conta bancária! E não pensem que estou aqui simplesmente para lamentar da minha situação, que em vista de muitos brasileiros não é a melhor, mas também não é a pior. Porque eu me viro. Com fé, com o meu conhecimento, a minha educação, os meus valores que me ajudam a administrar o pouco que ganho, a ser menos materialista e assim consumir menos. Não sou uma consumidora compulsiva, ainda bem. E não quero ser.
         Mas quando penso no todo da sociedade me revolto! Me sinto refém em meu próprio país, em meu Estado, em minha cidade. Refém dos impostos que somos obrigada a pagar, que consomem parte do suado dinheirinho e que não tem nenhum ou quase nenhum retorno, quando pensamos nas péssimas condições à qual somos submetidos quando precisamos da prestação de um serviço público; Refém da violência que está solta na rua e que tem sua origem na falta de educação, de um governo que prioriza o crescimento econômico, paga vinte e cinco mil reais para um deputado e chora pra pagar dois mil para um professor, quando paga isso; Refém de uma sociedade que está vivendo para o ter. 
         Não vou discutir aqui os valores de cada um. Tem pessoas que sentem prazer em colecionar bens materiais, gostam de passar parte do tempo no trabalho, se sentem felizes assim, que ótimo. Cada um é livre pra viver dentro do que acredita. Mas para mim e para muitas dessa sociedade, o cultivo do ser tem muito significado e precisamos dele para viver a vida na sua plenitude: O cultivo do ser através do encontro consigo mesmo, com o outro, com Deus e com a natureza; O respeito pelo ser vivo, a solidariedade e também o auto-cuidado; O alimento do espírito e da mente através de hábitos de leitura, do contato com a arte, nas suas mais diferentes formas. Tudo isso resumido em "qualidade de vida". E AÍ NOS DEPARAMOS COM UMA FACA DE DOIS GUMES: para ter essa qualidade de vida, preciso de um tempo pra mim e como ter um tempo pra mim se preciso cada vez trabalhar mais para ter o mínimo de condição dígna de vida?
       Conversei com uma senhora, catadora de reciclado, para a qual sempre deixo separado meu lixo, como forma de ajudá-la e ao mesmo tempo cuidar do meio ambiente. É sua única renda, seu estado é descuidado, sofrido e contou--me que está muito doente e que depende do SUS (sistema único de saúde) que a ajuda muito precariamente.  Ela tem uma filha, e o dinheiro do lixo que ela está coletando essa semana, é exclusivamente para comprar o gás. Não reclamo da minha situação, mas não quero chegar na situação desta senhora. Que qualidade de vida ela pode ter? Que qualidade de vida um desempregado poder ter ou um trabalhador que trabalha oito a doze horas por dia pode ter, que qualidade de vida um professor que trabalha sessenta horas por semana pode ter? Se temos dinheiro não temos tempo, se tem tempo não tem dinheiro, e assim nos tornamos reféns e escravos de um sistema! Eu optei trabalhar vinte horas por dia, para poder ter mais tempo para cuidar da minha família, de mim, para estudar, me aperfeiçoar na minha profissão, mas está sendo quase impossível. Por isso me sinto refém, se não cuidar me torno escrava. Onde essa sociedade vai parar assim? Vivemos o capitalismo selvagem, o materialismo doentio que está atingindo todas as camadas da sociedade e que se não nos dermos conta também nos contaminará.
       Peço sugestões aos leitores deste texto, que deixem suas experiências, vamos discutir formas de bem  viver com equilíbrio dentro desse sistema capitalista que sufoca e escraviza. Como contribuição ao planeta e às pessoas que ainda querem cultivar o ser e que estão se sentindo refém de um sistema doentio e egoísta que somente se preocupa com o ter e que está extinguindo os seres vivos e a mãe natureza!

terça-feira, 8 de março de 2011

A felicidade sem preço é possível?

Será possível estar em um lugar lindo e agradável sem muito dinheiro? Dez reais por exemplo? Se fosse feita uma pesquisa aqui no Brasil, a maioria das pessoas responderia que não. Tire você mesmo suas conclusões. Vivemos numa sociedade capitalista e consumista. Onde está nascendo uma geração de consumidores compulsivos. Que passam parte da vida trabalhando pra pagar os valores absurdos de nossos impostos que não tem retorno, e o pouco que sobra gastam nos shoppings da vida.
Não é possível julgar, pois cada um constrói seus próprios valores sobre o que é realmente importante na vida. Mas será que as pessoas tiveram experiências, contatos variados para saber realmente o que lhes faz sentir-se bem, em paz consigo mesmo, feliz? Será que não está na hora de apresentar aos nossos jovens ambientes diferentes que estão além dos shoppings, da TV e da internet? Não estou falando isso da boca pra fora. São experiências vividas e significativas que presenciei e que continuo presenciando em minha vida e que mais e mais me fazem acreditar que a filosofia de vida e os valores desta sociedade precisam ser revistos para o bem da humanidade, para desenvolver mais amor e paz nos homens e pra salvar o planeta da destruição enquanto ainda há tempo, se ainda há tempo. 
Então aí vai a sugestão pra sentir a vida passar de uma maneira simples e gostosa. No campo ou na cidade experimente fazer uma trilha, sentir a brisa do ar e o toque do sol no seu rosto, depois chegue em uma cachoeira, tome aquele banho e absorva a energia das rochas, ou mergulhe naquele mar azul. De preferência faça esse passeio na companhia dos amigos, de pessoas que lhe trazem boas energias ou ajude um amigo que está precisando e lhe dê este belo passeio de presente. Coloque a mochila nas costas, leve um lanchinho e água e curta esses momentos. E quando você estiver em contato com a mãe natureza e ver que belo presente de Deus, reflita sobre o que você está fazendo com o meio ambiente e com a sua vida. Sei que não é fácil, ter esse pensamento num País que valoriza mais o ter que o ser. Mas vamos entrar nesta campanha pela nossa felicidade e a  felicidade do nosso planeta. O escritor, médico, psiquiatra e psicoterapeuta, Augustu Cury, diz em seu livro "superando o cárcere da emoção" que a pessoa verdadeiramante feliz é aquela que encontra prazer pela vida nas pequenas coisas, nas coisas mais simples do seu dia a dia!
Abaixo anexo as fotos da trilha do saquinho, saindo da praia dos Açores,  Florianópolis, SC. Se sair do centro de ônibus ida e volta vai  se gasta em média 5 reais.


Gostou? Mais imagens dessa deliciosa aventura no meu blog "viagens"! E cuide da natura e viva a vida! Que é curta e linda! E pensando bem a natureza é uma verdadeira sintonia de cores e formas, uma criação magnífica que consideramos simples por estar acessível, sem custo, mas que foi projetada com sabedoria e criatividade!

sábado, 15 de janeiro de 2011

VIVER É DESAFIANTE E APAIXONANTE!

          Um novo ano começa, novas energias brotam nos corações e devemos canalizá-las da melhor maneira para não desperdiçá-las ou deixá-las explodir, tomada pela ansiedade de querer fazer tudo ao mesmo tempo, estragando essa energia e contaminando-a pelo estresse desequilibrado.
Cada ano é um ano de superações, isso não significa que foi um ano de problemas. Na superação aprendemos, nos fortalecemos, voltamo-nos para dentro de nós, nos auto conhecemos, percebemos o outro, escutamos a voz da bendita sabedoria. Tudo isso quando estamos dispostos a superar as dificuldades, as novas experiências. Para isso precisa-se de muita coragem. Coragem para mudar, descobrir as fraquezas, enfrentar os julgamentos,  seguir em frente de cabeça erguida, melhorar. Infelizmente neste processo, acaba-se magoando algumas pessoas, mesmo sem querer, as vezes aquelas que mais se ama. Mas tudo tem um sentido de ser. Talves elas também precisem passar por essa dor para aprender e evoluir.
Novo ciclo, a vida passa por ciclos. Ama-se intensamente, apaixona-se, termina-se um relacionamento, começa-se um novo emprego, faz-se novas amizades, resgata-se... Todas as experiências sao válidas, não se deve ter arrependimento, nem medo de vivê-las, mas aprender com cada uma e estar disposto a recomeçar.
E a paixão? É preciso viver com paixão, no relacionamento a dois, no trabalho, no novo projeto que almeja...Isso se resume em paixão pela vida. Essa que impulsiona, gera energia, coragem, abre portas para novos projetos, melhora a saúde e a alma. O mundo agradece porque as pessoas apaixonadas se tornam mais sensíveis e humanas, então porque não viver com paixão? Esta pode não ser a teoria mais certa. Mas quem pode julgar o que é certo? A moralidade da sociedade capitalista?
É preciso aprender a escutar a voz do silêncio para poder fazer a caminhada da vida da melhor forma, contribuindo para o próprio crescimento, o do  outro e o do planeta. Um crescimento voltado para o bem, a paz, o cultivo do ser.
E assim os ciclos vão se repetindo e tornando as pessoas seres humanos melhores, mais evoluídos, mais felizes e a vida é isso: aprendizagem, crescimento, felicidade. Pode ser tão simples e tão bom viver. Mas infelizmente o ser humano tem a mania de complicar o que não precisaria ser complicado. É desafiante sim, viver! Mas quem disse que desafio é ruím?
Com essa energia gerada pela paixão, se pode ir firme no propósito almejado, estudar, trabalhar, amar, ajudar e ser feliz.
Todos tem uma missão, mas nem todos, infelizmente, escutam sua voz interior. E principalmente quando se está em meio a turbulências é preciso parar e refletir, antes de se revoltar e se precipitar. Cada um pode ser um missioário e transmitir da melhor forma seus ensinamentos, o que aprendeu pelo amor ou pela dor, contribuindo para tornar essa sociedade melhor e mais feliz!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Uma pequena análise da realidade da educação brasileira sob a ótica de uma professora da escola pública de ensino fundamental


              Eu e muitos outros colegas professores, convivemos e presenciamos dia a dia a morte da educação no nosso país. Projetos federais que são jogados nas escolas as quais não tem estrutura fisica para mantê-los  
Eu cuido dos encaminhamentos psicológicos e psicopedagógicos para as crianças da escola onde trabalho. São muitas crianças à espera de atendimento. A fundação de educação especial que dispõe destes profissionais não os possuem em número suficiente para a demanda. Contamos assim, em grande parte com trabalhos voluntários destes profissionais, que também são poucos sendo oferecidos gratuitamente.
As salas de aulas são superlotadas, e não é só em Santa Catarina não. Isso dificulta o trabalho do professor que lida com a sala cheia, e como todos os problemas psicológicos e sociais das crianças. Aí eles vem falar que precisam capacitar os professores? Todos os professores na minha escola são pós graduados, e de que adianta diante de uma estrutura que não funciona? Isso teria que ser resolvido até mesmo antes do salário. Não estou dizendo que não é importante o professor continuar estudando, pelo contrário, todos precisam se alimentar de conhecimento constantemente, ainda mais o educador. No entanto, essa política de descaso com a educação, desestimula o educador. 
Sou filha de escola pública, de uma época em que as salas não eram tão cheias. Os professores trabalhavam mais felizes, o salário não era muito diferente e eles até eram menos capacitados. Mas parece que eu aprendi mais naquela época do que se aprende agora. Acredito e confio no trabalho e no comprometimento de meus colegas educadores. Mas não confio nas políticas públicas voltadas a educação básica que estão matando e  tratando com desrespeito o educador e a educação desse país. A estrutura social mudou. Hoje a maioria dos escolares vivem em situação de vulnerabilidade social.
A maioria destas famílias rala muito pra pagar suas contas como também muitos colegas professores que trabalham até 60 horas, para poder dar uma vida digna pra sua família, ter um certo conforto que é restrito a muitos brasileiros ainda. 
Como comentou um repórter e é  também a visão que eu tenho: o país pode ter o maior desenvolvimento econômico que for, no entanto se a educação for deixada de lado, como está acontecendo, esse crescimento cresce de forma vertical, favorecendo a indústria, os grandes empresários. Há uma propaganda, um incentivo ao consumo,  quem ganha com isso? Dessa forma não se cresce horizontalmente.
O verdadeiro desenvolvimento é aquele que cresce devagar, mas de forma ordenada, sustentável, favorecendo a saúde, a segurança, o combate as drogas, a vida, pois hoje não se respeita mais a vida, os valores se perderam, as pessoas compram compulsivamente e quem não consegue, mata e rouba, para o ter. Há uma política de consumo, incentivada pelos próprios governos muito perigosa que está condicionando as pessoas. 
Vai chegar um momento que o único prazer que o ser humano vai sentir, será o da hora da compra, adquirir, passar por cima de tudo e de todos para ter aquilo que a propaganda apresenta ou que o vizinho tem. Agora pensem, quantos brasileiros estudam, viajam, conhecem culturas, dentro do próprio país mesmo, compram um bom livro , vão ao cinema, ao teatro, alimentam a alma e o espírito de ser. Ser gente, estar com os amigos, conhecer pessoas, se interessar pelo problema do outro. Cada um só está pensando no que está podendo comprar e o outro que se dane. E tudo isso tem haver com a educação de um povo!
Portanto não podemos mais ficar esperando que algum político lute pela causa da educação. Mas nós podemos e devemos lutar, fiscalizando e exigindo nossos direitos. Acesse www.educarparacrescer.com.br e participe dessa campanha pelo verdadeiro desenvolvimento de uma nação que começa pela educação de qualidade!

  


domingo, 24 de outubro de 2010

O ponto de ônibus

         Ontem quando estava no terminal a espera do ônibus uma senhora sentou-se do meu lado. Com uma expressão triste comentou que estava vindo do hospital de caridade, onde passou o dia com o filho de 38 anos que está com um cancêr na cabeça em fase terminal. Então continuamos conversando e ela falou na fé que ainda tem para a recuperação do filho. Acredita que Deus ainda possa fazer um milagre.
 E continuamos conversando dentro do ônibus, ela mora na Colônia Santana, tem 63 anos, criada no interior começou a contar sobre algumas crendices e histórias da sua época. Por exemplo, falou sobre aquele peixe, o linguado, conhecido aqui na ilha e que tem a boca torta. Segundo ela, sua mãe, lá na infância contou que esse peixe ficou com a boca assim porque Deus em um momento, lá da passagem bíblica, fez uma pergunta a esse peixe e muito malcriado o peixe não respondeu fazendo pouco caso com Deus. Então Ele disse: você vai ficar com essa boca torta por fazer isso. Interessante que muita gente não come esse peixe, dizendo que ele é amaldiçoado. Muitos ao ler isso vão pensar, até parece! Eu respeito as crenças das pessoas. Ao final desse comentário vocês vão entender a importância de tudo isso. Também começamos a falar nas coisas simples das cidades do interior que deixam saudades. Como as novenas, onde as pessoas se reuniam na casa uma das outras na época antecedente ao natal para ler as passagens bíblicas, cantar, rezar. E ela contou que na sua casa era preparado uma mesa cheia daquelas coisas gostosas do interior para receber os amigos e vizinhos. Doces que ela ainda prepara hoje, como bolachinhas de natal, de polvilho, me deu uma vontade de ir na casa dessa senhora pra matar a saudade da minha infância! Segundo ela depois da novena que geralmente era aos sábados, iam todos para o baile. E ela diz que passa isto para os netinhos tentando ainda preservar algum valor. Valor pelas pessoas, pelo respeito com a natureza, porque na sua simplicidade ela comentou que o mar vai pegar de volta o que já era dele, referindo-se aos aterros e ao que está acontecendo com a natureza , recordando da época em que o mar batia nas paredes do mercado de Floripa.
Como a vida era simples sem celular, computador, sem poder de compra mas as pessoas não eram vazias. Eram cheias de solidariedade, de respeito, de alegria, de saúde, pois se alimentavam da comida da terra, não de tantas coisas enlatadas e também alimentavam o espírito, não só rezando, mas na reunião com a família, com o vizinhos, trocavam idéias, escutavam um ao outro, como neste exercício que eu e essa senhora fizemos, não tinham a tv para se tornarem alienadas, como acontece hoje em dia.
Poderia ficar o dia inteiro ouvindo essa senhora. Me fez recordar e repensar alguns valores Eu sou fascinada pelas experiências dessa gente, como podemos aprender com elas. Mas elas não são doutoras, nem mestres, essa senhora deve ter 1ª a 4ª série. Mas tem sabedoria e valores adquiridos, conquistados e respeitados. Imagina se esta senhora tivesse a oportunidade de estudar e aprofundar seu conhecimento do sendo comum, preservando estes valores?
Fiz uma ponte com muitas coisas que eu e meu amigo Alejandro conversamos, neste mesmo dia. O povo não acredita mais em crenças, em valores, no que nossos avós falavam, mas segue o que passa na TV. E se torna cada vez mais alienado. Não vê que o poder de compra é um jogo de interesses. E que o objetivo dos governos é que a população seja cada vez menos letrada, para não conseguir fazer esse tipo de reflexão que estamos fazendo agora. Pra encerrar percebi mais uma coisa: ao me despedir da senhora percebi que o seu rosto não estava mais tão triste, como no momento em que sentou-se ao meu lado. Percebi que esta conversa fez bem pra mim e pra ela. Um sorriso, uma atenção, a paciência de ouvir o outro, exemplos de pequenas coisas, que o ser humano precisa resgatar para melhorar esta sociedade!